2024
fev
02
Geral

Dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti: cuidados e prevenção 

De acordo com a divulgação mais recente do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, Minas Gerais é o terceiro estado brasileiro com maior registro de casos prováveis de dengue. Segundo dados do Painel de Monitoramento de Casos da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o estado já concentra mais de 86 mil casos suspeitos, 30.808 casos confirmados, 48 mortes em investigação e cinco confirmadas em 2024 (dados do dia 01/02).  

 Tendo em vista o expressivo número de casos, a enfermeira do Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais – Unileste, Ana Luizi Miranda, explica sobre os fatores que propiciam condições ideais para a proliferação da doença. “O calor intenso, característico do verão, não apenas acelera a reprodução do Aedes Aegypti, mas também desencadeia uma série de eventos que favorecem a disseminação da dengue. Com as altas temperaturas, os recipientes com água parada, presentes em muitos ambientes, tornam-se verdadeiros berçários para os ovos do mosquito. Além disso, o aumento das chuvas cria ambientes perfeitos para a formação de poças d’água, ideais para a postura de ovos do Aedes Aegypti”, destaca a enfermeira. 

Principais sintomas 

Dengue, Zika e Chikungunya são doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti, mas cada uma possui características distintas. “A dengue geralmente manifesta-se com febre alta, dores musculares e articulares intensas, além de outros sintomas característicos. Já a Zika, embora muitas vezes assintomática, pode causar febre, erupções cutâneas e dores nas articulações. A Chikungunya, por sua vez, é conhecida por provocar dores articulares intensas, podendo persistir por semanas ou meses após a infecção”, explica.  

Diante das constantes mudanças climáticas e das peculiaridades de cada estação, torna-se essencial direcionar a atenção para as ameaças à saúde que possam surgir. “É crucial que a população esteja informada sobre essas diferenças para buscar ajuda médica de forma mais assertiva, realizar exames e garantir o tratamento adequado. A orientação profissional é fundamental, pois, embora essas doenças compartilhem o mesmo vetor, a abordagem clínica varia consideravelmente”, alerta Ana Luizi.  

Prevenção  

A água parada oferece um ambiente propício para a reprodução dos mosquitos, e a eliminação desses criadouros reduz significativamente a população de insetos transmissores de doenças. “É de extrema importância identificar e eliminar locais onde os mosquitos depositam seus ovos e se reproduzem. Isso incluir recipientes com água parada, como pneus, vasos de plantas, garrafas vazias dentre outros objetos. O descarte do lixo e a limpeza de calhas e piscinas também merecem atenção”, explica. 

“Além disso, o uso de repelentes e roupas de mangas longas e calças compridas, desempenha um papel significativo na minimização do contato com insetos. O uso de mosquiteiros em áreas de descanso oferece uma salvaguarda durante a noite. Essas barreiras físicas impedem a entrada de mosquitos e outros insetos, contribuindo para a redução do risco de transmissão de doenças”, pontua.  

Vacina contra a dengue  

Em 2023 a incorporação da vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS), marcou um avanço significativo no combate à doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. Desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda e denominada Qdenga, a vacina passou por uma avaliação rigorosa da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias (Conitec) no SUS, que recomendou sua incorporação priorizando regiões do país com maior incidência e transmissão do vírus, bem como faixas etárias mais suscetíveis a complicações da dengue. 

No entanto, a implementação da vacina não ocorrerá em larga escala de imediato, devido à capacidade restrita de fornecimento de doses por parte do laboratório. De acordo com o Ministério da Saúde, o plano de vacinação, que pretende focar em públicos específicos e em regiões consideradas prioritárias, está programado para começar entre fevereiro e novembro de 2024, com a entrega de 5.082 milhões de doses, seguindo um esquema vacinal composto por duas doses, com intervalo de 90 dias entre elas. 

Publicado por Juliana Gonçalves Passos

Notícias Recentes

29 fevereiro 2024
Covid-19: Docente de Enfermagem e especialista em Epidemiologia adverte sobre a situação epidemiológica no Brasil
29 fevereiro 2024
Solenidades de Formatura movimentam campus do Unileste
29 fevereiro 2024
Professor do Unileste recebe Prêmio de Literatura Clarice Lispector